Lendas e tradições

Viagem ao passado-Carrapichana

Terá existido, na Carrapichana, um antigo monumento fúnebre (Anta), atribuído aos Celtas. Mas o tempo ou outro factor, foram responsáveis pelo seu desaparecimento.
Porém, nos lugares da Cabrieiras e Moitas, existem, cavadas nas pedras, duas sepulturas antigas.
O penedo, Pedra da Escusa, era o lugar onde eram arrematados os baldios, pertencentes à comarca de Linhares.

Hoje, a Carrapichana é um local conhecido por toda a região pelo importante peso nas transações agrícolas regionais. É neste mercado quinzenal, que grande parte dos negociantes de gado vêm abastecer-se de borregos e pequenos ruminantes.
O queijo, é um outro produto de importância, ali comprado e vendido. Ao nível do queijo, pode mesmo dizer-se que o “Mercado da Carrapichana” é um dos melhores da região, estando em terceiro lugar, logo a seguir aos mercados de Celorico da Beira e Fornos de Algodres. Pode por isso considerar-se o “Mercado da Carrapichana” o pólo dinamizador, em torno do qual gira a comunidade agrícola da freguesia e da região.
Com uma população envelhecida, a freguesia da Carrapichana vê empregar-se as suas gentes principalmente na agricultura e na construção civil.
A economia agrícola da freguesia assenta na exploração de pequenos ruminantes e suas crias, no fabrico de queijo, na produção de batata e na olivicultura, que muito contribui para o tão afamado azeite da região.

A mais significativa prende-se com a origem do nome. Constituindo, sem qualquer dúvida, nome ímpar, Carrapichana, conta a tradição que deve o seu nome a uma senhora, chamada Ana, figura típica e conhecida na freguesia e lugares circunvizinhos.
Conhecida pela sua voz aguda e forte de corpo, não se ficava atrás no que toca a beber. Sendo grande apreciadora de vinho, devorava de uma vez só, qualquer copo de vinho que lhe oferecessem.
Ao darem-lhe um copo de vinho a beber, os homens incentivavam-na dizendo:
– Escorropicha esse copo, Ana! ( Escorropicha designa o acto de beber).
Com o correr do tempo a terra passou a designar-se Carrapichana, por via erudita de “Escarrapicha, Ana!”, para designar a terra onde ” Escarrapicha Ana!” um copo de vinho sem parar.
Num prédio da rua da Amoreira, se encontra uma figura de pedra, que o povo chama Carrapichana, mulher que deu o nome à sua terra.