Lendas e tradições

Viagem ao passado-Carrapichana

Terá existido, na Carrapichana, um antigo monumento fúnebre (Anta), atribuído aos Celtas. Mas o tempo ou outro factor, foram responsáveis pelo seu desaparecimento.
Porém, nos lugares da Cabrieiras e Moitas, existem, cavadas nas pedras, duas sepulturas antigas.
O penedo, Pedra da Escusa, era o lugar onde eram arrematados os baldios, pertencentes à comarca de Linhares.

Hoje, a Carrapichana é um local conhecido por toda a região pelo importante peso nas transações agrícolas regionais. É neste mercado quinzenal, que grande parte dos negociantes de gado vêm abastecer-se de borregos e pequenos ruminantes.
O queijo, é um outro produto de importância, ali comprado e vendido. Ao nível do queijo, pode mesmo dizer-se que o “Mercado da Carrapichana” é um dos melhores da região, estando em terceiro lugar, logo a seguir aos mercados de Celorico da Beira e Fornos de Algodres. Pode por isso considerar-se o “Mercado da Carrapichana” o pólo dinamizador, em torno do qual gira a comunidade agrícola da freguesia e da região.
Com uma população envelhecida, a freguesia da Carrapichana vê empregar-se as suas gentes principalmente na agricultura e na construção civil.
A economia agrícola da freguesia assenta na exploração de pequenos ruminantes e suas crias, no fabrico de queijo, na produção de batata e na olivicultura, que muito contribui para o tão afamado azeite da região.

A mais significativa prende-se com a origem do nome. Constituindo, sem qualquer dúvida, nome ímpar, Carrapichana, conta a tradição que deve o seu nome a uma senhora, chamada Ana, figura típica e conhecida na freguesia e lugares circunvizinhos.
Conhecida pela sua voz aguda e forte de corpo, não se ficava atrás no que toca a beber. Sendo grande apreciadora de vinho, devorava de uma vez só, qualquer copo de vinho que lhe oferecessem.
Ao darem-lhe um copo de vinho a beber, os homens incentivavam-na dizendo:
– Escorropicha esse copo, Ana! ( Escorropicha designa o acto de beber).
Com o correr do tempo a terra passou a designar-se Carrapichana, por via erudita de “Escarrapicha, Ana!”, para designar a terra onde ” Escarrapicha Ana!” um copo de vinho sem parar.
Num prédio da rua da Amoreira, se encontra uma figura de pedra, que o povo chama Carrapichana, mulher que deu o nome à sua terra.

História da freguesia de Carrapichana

Imagem relacionada

O princípio da fundação da Carrapichana, data do século XVIII, sendo pertença de D. João V. Até 1855, pertencia à comarca de Linhares, extinta nessa data. Carrapichana conheceu parte do seu desenvolvimento graças ao mercado que aí se realiza, tendo sido outrora, povoação conhecida por fazer mantas de farrapos e por uma heroína que a esvaziar copos de vinho deixava muitos homens envergonhados.

Teria existido na Carrapichana um antigo monumento fúnebre (Anta), do tempo dos Celtas, mas o tempo ou outro factor, foram responsáveis pelo seu desaparecimento. Porém, nos lugares da Cabrieira e Moitas, existem, cavadas nas pedras, duas sepulturas antigas. O penedo, Pedra da Escusa, era o lugar onde eram arrematados os baldios, pertencentes à comarca de Linhares.

Hoje, a Carrapichana é um local conhecido por toda a região, pelo importante peso nas transacções agrícolas regionais. É neste mercado quinzenal, que grande parte dos negociantes de gado vêm abastecer-se de borregos e pequenos ruminantes. O queijo, é um outro produto de importância, ali comprado e vendido. Ao nível do queijo, pode mesmo dizer-se que o "Mercado da Carrapichana'' é um dos melhores da região, estando em terceiro lugar, logo a seguir aos mercados de Celorico da Beira e Fornos de Algodres, sendo o "Mercado da Carrapichana'' o pólo dinamizador, em torno do qual gira a comunidade agrícola da freguesia e da região.

10º Festival do borrego

10º Festival do Borrego em Carrapichana - Durante dois dias o borrego foi rei na aldeia de Carrapichana, no concelho de Celorico da Beira numa organização conjunta da Confraria do Borrego MéMé, da Câmara Municipal de Celorico da Beira, da Junta de Freguesia de Carrapichana e Comissão de Melhoramentos da Carrapichana...

Carrapichana minha terra natal

Sendo um nome ímpar no vocabulário português, a origem da minha terra deve-se a uma lenda local.
Conta-nos a tradição que aquele vocábulo provém de uma senhora de seu nome Ana, que seria uma figura típica não só daquele lugar, como de outros lugares vizinhos.
Conhecida pela sua voz aguda e de corpo bastante forte, não se ficava só por estes dotes, pois era, igualmente, uma grande apreciadora de bom vinho.
Assim, no que tocasse a beber, ela batia-se de igual para igual, conseguindo devorar, de um só trago, qualquer copo de vinho que lhe aparecesse.
Quando lhe davam a beber o vinho, os taberneiros incentivavam-na, dizendo:
– “ESCORROPICHA ESSE COPO, ANA!” (Escorripichar=beber até ao fim).
Com o passar do tempo, a localidade passou a designar-se por “Carrapichana, por via erudita de “Escarrapicha, Ana!”
Aliás, na frontaria de um prédio, sito na Rua da Amoreira, naquela freguesia, encontra-se esculpida uma figura de pedra, a que o povo chama CARRAPICHANA, mulher que deu o nome à terra onde morava e que pertence ao concelho de Celorico da Beira.